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Autor: Carlos Alberto - Data: 02/07/2020 06:08

MP investigará se leilão irregular teve autorização da Prefeitura de Guaxupé

O denunciante, dr. Felipe Smargiassi, pediu providências à Promotoria
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O advogado Felipe Mendes Smargiassi solicitou ao Ministério Público de Guaxupé que apure uma denúncida de que o secretário municipal de Governo e Planejamento, Artur Fernandes Gonçalves Filho, e o advogado Marco Aurélio Silva, do jurídico da Prefeitura local, teriam autorizado a realização de um leilão de gados no formato presencial, com algomeração, bebidas alcoólicas e música ao vivo. A polêmica, que começou a circular pelas redes sociais na noite desta quarta-feira, 1º de julho, está gerando grande repercussão no Município.
Dr. Felipe solicitou que a Promotoria Pública investigue o fato. Segundo sua denúncia, o leilão funcionou na última quarta-feira, 29 de junho, em área rural de Guaxupé. No local, conforme o autor, haviam dezenas de pessoas em clima festivo, sem distanciamento, uso de máscaras e com música ao vivo, entre outros aparatos hoje proibidos em função do Decreto de Quarentena, editado pelo próprio prefeito Jarbas Corrêa Filho (Jarbinhas), como medida de desaceleração do Novo Coronavírus.
Surpreendidos pela presença da Polícia Militar, acionada para impedir a aglomeração no local, os organizadores do Leilão teriam afirmado, segundo a Notícia de Fato elaborada por Felipe Smargiassi, que tinham autorização expressa da Prefeitura. No documento, apresentado aos PMs, constavam inclusive as assinaturas de Artur e Marco Aurélio, tendo os militares registrado Boletim de Ocorrência mesmo assim. Também o servidor público Marcelo Araújo, atuante na Vigilância Sanitária, foi arrolado na peça-denúncia como testemunha dos fatos.
Indignado, dr. Felipe requer que o MP apure as supostas ilicitudes, com vistas ao cumprimento da legislação. "Que, após tal verificação, seja feita análise legal dos fatos para que, vislumbrando a ocorrência de ilegalidades, sejam estas capituladas, bem como regularmente processadas, com análise da competência de foro, se for o caso, e sua remessa, para que seja dado prosseguimento ao feito", solicitou o autor da denúncia.
O Jornal JOGO SÉRIO chegou a falar ainda ontem com o secretário Artur Fernandes, o qual lamentou a denúncia e afirmou que não houve a insinuada proteção ilícita aos organizadores do Leilão. Na verdade, segundo ele, o próprio Município solicitou o flagrante ao Leilão, onde ocorria, de fato, a aglomeração e que esta, garante o assessor do prefeito Jarbinhas, não foi autorizada pela municipalidade, onde o Decreto de Quarentena tem sido rigorosamente cumprido e fiscalizado. Artur, diga-se de passagem, marcou para às 11h30 de hoje uma entrevista com o secretário de Segurança Pública, major Márcio Nunes, o qual esclarecerá toda a questão mediante a apresentação de documentos e testemunha. Veja, logo mais, no www.jornaljogoserio.com.br, o desfecho desta nova polêmica.

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