Autor: Carlos Alberto - Data: 21/02/2026 16:57

Diocese de Guaxupé recebe a imprensa no Unifeg para coletiva sobre a Campanha da Fraternidade 2026

O padre Sérgio, o pró-reitor Luís Monoel, a reitora Luciana, o bispo Dom Lanza, padre Renan e professor Otávio, após a coletiva de imprensa no Auditório Elias José, que fica no Prédio Padre Antônio Roberto Ezaú dos Santos, o qual sedia as escolas da Fundação Educacional Guaxupé
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Representantes da Diocese de Guaxupé, no Sudoeste mineiro, realizaram uma coletiva de imprensa nesta noite de sexta-feira, 20 de fevereiro, para debaterem os respectivos tema e lema da Campanha da Fraternidade 2026, “Fraternidade e Moradia – Ele veio morar entre nós”. Realizada no Auditório Elias José, que fica no Prédio Padre Antônio Roberto Ezaú dos Santos, o qual sedia as escolas da Fundação Educacional Guaxupé, a ocasião destacou o envolvimento direto da Igreja Católica para com um dos problemas mais graves ocorrentes no País, desde sua formação, até os dias atuais. - CONTINUE A leitura após a publicidade!!!

A coletiva contou com as participações do bispo diocesano, Dom José Lanza Neto, além dos padres Sérgio Bernardes (coordenador de Pastoral) e Renan Brito (assessor de promoção humana integral), assim como do educador Otávio Augusto de Oliveira, coordenador de Pastoral do Colégio Marista Alfenas, no Sul de Minas Gerais. Durante cerca de uma hora e meia, os quatro fizeram suas ponderações a respeito da importância do tema da CF/26, proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Cada qual a seu modo, os expositores da noite frisaram a necessidade de união entre os povos, auxílio a quem precisa, reflexão sobre a partilha e a promoção da dignidade humana, por meio de projetos que fortalecerão as famílias sofredoras. Isto, nos pontos de vista físico, social, emocional e espiritual das comunidades.

Com amplitude, mas sempre de forma muito didática, o quarteto de líderes eclesiásticos demonstrou o envolvimento da Igreja para com as causas sociais, ao mesmo tempo em que incentivou a população a praticar ações concretas humanitárias: “Em Passos, que integra nossa Diocese, há um grupo de cristãos sensibilizados com os carentes e, então, constrói uma casa por ano a necessitados. Isto, no anonimato, simplesmente se colocando a serviço! E há também o caso de uma família que estava para perder seu imóvel por não conseguir pagar os impostos. Então, fomos à Prefeitura e honramos o compromisso, recuperando para a família a casa. E, por termos feito isso, fomos criticados, de que estávamos ajudando gente que não quer trabalhar ou não se compromete com a vida. Mas, nessa hora, o que importa é fazer o bem sem olhar a quem”, detalhou Dom Lanza, com o propósito de conclamar a fraternidade nas pessoas.

Lançada sempre no período quaresmal, a Campanha da Fraternidade é utilizada pela Igreja para propor transformações à sociedade, sobre a necessidade de auxílio mútuo e suporte a quem mais precisa: “O texto base da CF nos diz que não se trata apenas de uma campanha temática, mas é uma conversão pessoal, comunitária e social. Ela não substitui a quaresma, não tem cunho político, nem ideológico, mas dá luz à vivência quaresmal, nos mostrando que o pecado aflige nossos corações quando não somos capazes de levar dignidade de vida a tantos irmãos. Então, a espiritualidade, a formação de consciência e o compromisso social são fatores que elencam essa Campanha, contrária à exclusão e a desigualdade”, lembrou padre Renan, que mencionou o Papa Francisco para enfatizar que a falta de habitação digna é uma das formas mais graves de exclusão social.

Especialista em Educação, Otávio Augusto frisou a importância da escola no tema da CF 26: “Por exemplo, o professor de Matemática pode trabalhar a campanha com números sobre a falta de moradia, a desigualdade social, de renda, o saneamento e as condições básicas de vida. Os números ajudam os alunos a perceberem que o problema é grande e não simplesmente acharem que a moradia é mérito. Na Geografia, estudar como as cidades foram organizadas e por que existem periferias com menos estruturas e grupos em áreas mais vulneráveis. A Biologia pode mostrar o quanto a falta de saneamento, de água tratada e moradia adequada afetam a saúde das pessoas. A História pode mostrar como o Brasil foi se desenvolvendo e tantas pessoas sendo empurradas para as margens das cidades. As favelas, por exemplo, são fruto do êxodo rural, pois não houve acompanhamento adequado para as famílias serem bem instaladas. Enfim, o campo educacional é privilegiado em fazer com que estudantes e educadores desenvolvam olhares críticos sobre a realidade”, detalhou o professor Otávio.

Já padre Sérgio, que compõe a Pastoral da Comunicação na Diocese local, destacou também a importância de projetos que contribuam para com o bem estar social de pessoas hoje em situação de vulnerabilidade: “Existem iniciativas que levam à reflexão, pois um dos dados é justamente que a temática da campanha fala da questão da moradia. Só que não cita somente a falta de moradia, mas também a inadequação das moradias de nosso País. Mais de 26 milhões de pessoas estão em situações inadequadas. Ou seja: em casas que não as comportariam conforme os parâmetros de saneamento. Às vezes, se tornam locais que causam doenças pela limitação de espaço e condições”, disse padre Sérgio, que citou o livro “Quarto de Despejo”, da escritora Carolina Maria de Jesus, relativamente à vivência dela por anos na favela, onde a autora retratou todo o problema da falta de moradia digna.

Presentes ao local, a reitora das escolas da FUNDEG, professora mestra Luciana Angelino Gonçalves Clemente e o pró-reitor acadêmico da instituição, dr. Luís Manoel de Paiva Souza, externaram o contentamento por sediaram a apresentação oficial da Campanha da Fraternidade: “A Igreja nos trazer esse tema em plena quaresma nos remete à importância de não ficarmos só na reflexão, mas fazermos algo de concreto pelo outro. E vejo que a expressão “casa” também pode ser usada, no caso da Campanha da Fraternidade, também sobre o aspecto de que precisamos cuidar de nossas casas espirituais e emocionais. Se elas não estão bem, a pessoa ou a família não darão conta de levar à frente também o seu lar, sua casa, no âmbito físico e estrutural! Aqui, no Unifeg, temos projetos maravilhosos dentro da área de Psicologia e temos ajudado muita gente, sendo que aproveito para dizer que essa Campanha da Fraternidade é muito importante e estamos honrados por sediar essa apresentação”, destacou a reitora Luciana Angelino.

Com milhões de pessoas ainda à margem da dignidade da moradia adequada, o Brasil enfrenta paradoxos que vitimam boa parte de sua civilização, haja vista que trata-se de um dos principais países do mundo, do ponto de vista das riquezas naturais; mas que, por outro lado, sofre muito com a desigualdade social, aliada à falta de compromisso de parte da classe política, assim como a consequência de tragédias como a escravidão, a falta de uma reforma agrária justa, entre outros pontos. Isso tudo, vale lembrar, resulta na realidade de um expressivo número de brasileiros vivendo de forma indigna, na exclusão plena. A Igreja, desta forma, envolve-se pela segunda vez com o tema “Fraternidade e Moradia” (a primeira foi em 1993), dando mostras, conforme tem feito a Diocese guaxupeana, de que as movimentações concretas de combate à desigualdade ganharão mais força com o tema da CF/26. - AJUDE O jornal que lhe informa a todos os momentos: faça um PIX de qualquer valor para 11.086.919/0001-66. - CLIQUE AQUI e receba os conteúdos do JOGO SÉRIO em seu whatsapp. - NESSE LINK, você passa a seguir a nova fanpage/facebook Jornal JOGO SÉRIO. - A QUALQUER instante, acesse www.jornaljogoserio.com.br e fique muito bem informado.

 

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