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Autor: Carlos Alberto - Data: 26/05/2019 09:29

Santa Casa de Guaxupé confirma bactéria na água da Hemodiálise, mas tratamentos continuarão normalmente

Problema, segundo a administração do local, está sendo combatido já há alguns meses, mas casos de pirogenia continuam entre os pacientes renais crônicos
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A administração da Santa Casa de Guaxupé confirmou, nesta quinta-feira, 23 de maio, que a água do Centro Regional de Hemodiálise Sálvio Santos Campos está contaminada com uma bactéria ainda não detectada. O problema, segundo consta, começou ainda em outubro último, a partir de quando pacientes do local começaram a apresentar reações compreendidas como pirogenia, que provoca mal-estar aos renais crônicos durante as diálises. Apesar dos transtornos, a direção da referida unidade afirma estar tomando as providências, além de garantir que a inconformidade não vai gerar danos severos à saúde dos assistidos. Contudo, o clima de apreensão entre os assistidos é grande.

Os casos de pirogenia foram denunciados por pacientes do Centro de Hemodiálise, os quais confidenciaram o fato ao Jornal JOGO SÉRIO, sob a condição de que não teriam suas identidades reveladas. Segundo eles, o mal-estar começa assim que as máquinas são ligadas e só termina quando o tratamento é concluído: “A gente fica com febre, ânsia de vômito e com tremor no corpo. É horrível!”, informou uma renal crônica. “Em dezembro, disseram que haviam resolvido, mas em todos os turnos está acontecendo”, afirmou outro, que foi acometido pelo mal-estar. “Eles (a equipe do local) sabem que isto está nos prejudicando muito, mas procuram nos tranquilizar, dizendo que não é nada. Mas sabemos que é, pois ninguém está lá para passar mal e sim ficar melhor do que está”, indagou mais uma, cujas contestações foram endossadas por vários colegas, também frequentadores das sessões, em Guaxupé.

 

O que diz o Hospital?

Para a direção do Hospital, a situação incomoda sim, embora a intercorrência esteja controlada, segundo as declarações obtidas pela reportagem. De acordo com o administrador da Santa Casa, Edson José Dias Leite, tem havido empenho intenso para eliminar o problema, com exames minuciosos às soluções utilizadas, o sistema de esterilização, entre outros: “São casos intermitentes, que começaram ainda em outubro, aumentaram em novembro, mas depois pararam e, segundo consta, voltaram a acontecer, mas bem menos do que antes. Sabemos que é da água e já substituímos o lupin, além do tanque de armazenamento, o carvão, a membrana e instalamos um novo ionizador. Agora, instalaremos ar condicionado para o reprocessamento de capilares e até na sala de armazenamento, pois nosso trabalho é este”, informou o gestor do Hospital, que afirmou, ainda, estar notificando as secretarias Municipal e Estadual de Saúde, quanto ao problema da pirogenia na Hemodiálise.

 

Condição pirogenica:

Conforme a Ciência, “a reação pirogênica é desencadeada pela presença, na corrente sanguínea, de soluções contaminadas, infundidas no paciente, contendo endotoxinas ou produtos de degradação proteica”. Numa linguagem ainda mais popular, a pessoa acometida tem febre, calafrios, tremores, hipotensão, cefaleia, dispneia, náuseas e redução na saturação de oxigênio. O tratamento, nestes casos, consiste na administração endovenosa de fármacos, como, por exemplo, a Dipirona, que provoca a pronta melhora dos sintomas em grande parte dos casos.

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